Na sexta-feira, 18 de fevereiro, a força aérea maliana realizou um ataque na região de Gao. Cujo mesmo resultou na destruição de uma base terrorista e na neutralização de cerca de 60 terroristas.
Apesar da morte de 8 militares malianos, é uma grande vitória que a Junta no poder em Mali acaba de registar, numa localidade situada nas proximidades da fronteira com o Burkina Faso e o Níger. O anúncio foi realizado no sábado através de um comunicado do estado-maior do Exército.
Segundo o comunicado, o exército procurava santuários terroristas para destruição na localidade de Archam, a oeste de Tessit, quando foi atacado por indivíduos armados e não identificados. Cujo exigiu a intervenção da Força Aérea, que « tratou e neutralizou colunas de motociclistas que tentaram subjugar a unidade enganchada».
Com tudo, esta operação teve também como objectivo, a proteção das populações civis que foram vítimas de abusos extremos por grupos terroristas que causaram seu deslocamento forçado do Mali para áreas próximas a Burkina Faso e Níger, disse o comunicado.
França, 9 anos de fracasso
É de se recordar, que esta área tem sido atormentada por confrontos violentos. Sendo que nas últimas semanas, a mesma aréa registou a morte de 40 civis. Os grupos terroristas como o Estado Islâmico no Grande Saara (EIGS), o Grupo de Apoio ao Islã e aos Muçulmanos (GSIM) e a aliança das forças armadas pertencentes à Al-Qaeda instalaram- se lá por muitos anos. . Desde 2013, os soldados franceses da força Barkhane e das forças europeias Takuba lutam contra os terroristas sem nenhum sucesso consumado. Na senda da crise entre Paris e Bamako, a junta instruiu a retirada imediata das tropas francesas no Mali.
Na Quinta-feira, 17 de fevereiro, a França finalmente anuncia a retirada da força Barkhane no prazo de seis meses. No dia posterior ao anúncio, o exército maliano recuperou em apenas 3 horas uma área em que os franceses não conseguiam estabelecer o controlo por 9 anos.
Paris – Bamako, a ponte definitivamente cortada
Em apenas 24 horas após o presidente francês Emmanuel Macron anunciar a retirada força Barkhane no prazo de seis meses, a junta reagiu exigindo a retirada da força referida “em imediato”. E foi em directo, na televisão nacional que o porta-voz da junta convocou a França a retirar suas tropas sem demora.
O Coronel Abdoulaye Maïga proferiu três vezes a seguinte sentença: “Perante estas repetidas violações (dos) acordos de defesa, o governo convida as autoridades francesas a retirarem com urgência as forças Barkhane e Takuba do território nacional, sob a supervisão das autoridades malianas”.
Com esta retirada da França, as autoridades malianas têm agora a liberdade para negociar com grupos terroristas. Uma ideia contra a qual Paris se opôs ferozmente.