Em toda a África, os países procuraram, com entusiasmo, adoptar a tecnologia chinesa para criar redes de comunicações e fazer a monitoria de espaços públicos. Contudo, a propagação dos sistemas de inteligência artificial (IA) da China pode representar um risco para a segurança nacional e para a soberania dos países.
Em 2017, por exemplo, as autoridades da União Africana descobriram que dados sensíveis dos servidores da sua nova sede, construída por chineses, estão a ser encaminhados, no meio da noite, de Adis Abeba, Etiópia, para servidores que se encontram em Xangai, na China. A descarga dos dados ocorria todas as noites, desde a altura em que a sede abriu, em 2012, o que resultou em acusações de espionagem.
A China efectuou melhorias tecnológicas juntamente com pontes, estradas, caminhos-de-ferro, como parte da sua Iniciativa do Cinturão e Rota. A maior parte das obras é financiada por empréstimos do Banco de Exportação e Importação da China ou credores semelhantes, ligados ao Estado.
Ao longo da década passada, as empresas chinesas construíram aproximadamente 200 edifícios do governo em África, incluindo palácios presidenciais, edifícios ministeriais e do parlamento. A China Telecom pretende estender cabos de fibra óptica de 150.000 km, atravessando 48 países africanos.